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Concurso Cultural "Voto Consciente"

O Concurso Cultural O DF QUE A GENTE QUER constitui um dos principais instrumentos de mobilização social do projeto, ao convidar os jovens a partir de 16 anos das escolas e faculdades, além de toda a população do Distrito Federal sobre a visão do conceito do " voto consciente".
 

Estruturado para estimular a inteligência coletiva e ampliar a escuta ativa da sociedade, o concurso premiará os melhores textos. Além de fortalecer o caráter participativo e
democrático da iniciativa, a ação gera elevado engajamento digital e amplia o alcance institucional do projeto.

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Inscrições encerradas!

Vencedores

1.o lugar - Yan Rocha "O DF QUE A GENTE QUER" Há uma distância de poucos quilômetros entre o Eixo Monumental e várias regiões administrativas do Distrito Federal, mas essa distância também se mede em tempo de deslocamento, em vagas de escola, em leitos de hospital e em oportunidades de trabalho. Essa desigualdade não nasceu do acaso: é, em boa parte, resultado acumulado de decisões políticas — e decisões políticas nascem, entre outras coisas, do voto. Votar conscientemente não é apenas escolher um nome em que se confia. É entender o que cada cargo pode efetivamente fazer, comparar propostas com a realidade orçamentária e territorial do DF e perceber que uma mesma promessa de mobilidade urbana não vale o mesmo em Ceilândia e no Lago Sul, porque parte de pontos de partida muito diferentes. A escolha política deixa de ser abstrata quando o eleitor consegue relacioná-la ao que acontece no caminho para o trabalho, na fila do posto de saúde ou na escola do bairro. O voto consciente também não termina na urna. Ele continua na disposição de acompanhar o mandato, de cobrar explicações quando uma obra atrasa ou um serviço piora, de comparar o que foi prometido com o que foi entregue. Um eleitorado que escolhe com cuidado e depois se desliga do processo devolve ao poder público a mesma margem de descontrole que tentou combater ao votar. Em termos simples: escolher bem é só a primeira metade do trabalho; a segunda é continuar prestando atenção. Há ainda uma responsabilidade que ultrapassa quem vota. Cada escolha eleitoral produz efeitos sobre pessoas que não participaram dela: crianças que ainda não votam, moradores de regiões distantes do debate público, gerações que herdarão a cidade como ela for deixada. Reconhecer isso muda o sentido do gesto eleitoral: ele deixa de ser apenas uma preferência pessoal e passa a fazer parte de um processo coletivo de construção — de escolas, hospitais, ruas, segurança e emprego, questões que ultrapassam qualquer disputa entre partidos e dizem respeito a todos, independentemente de posição política. Isso não significa escolher entre um lado e outro, mas entender que essas decisões afetam a vida de pessoas com opiniões muito diferentes entre si — e que, por isso, merecem ser discutidas por todos, não defendidas por poucos. Talvez a pergunta mais honesta a se fazer antes de votar não seja apenas “em quem eu confio?”, mas “que tipo de Distrito Federal essa escolha ajuda a construir?”. E, depois da resposta, uma segunda pergunta precisa permanecer: “o que farei para acompanhar essa construção?”. Afinal, o voto consciente não termina quando a urna é confirmada. Ele continua quando o cidadão observa, questiona, cobra e participa. É nessa continuidade entre escolher e acompanhar que o voto deixa de ser apenas um direito exercido em um dia e se transforma em responsabilidade pelo DF que será vivido nos próximos anos.

2.o lugar - Vitor Maldonado "ANTES DE APERTAR UMA TECLA, BRASÍLIA NASCEU DE UM RISCO." Antes dos prédios, havia o cerrado. Antes dos eixos, havia o espaço aberto. Antes de ser cidade, Brasília foi uma ideia que passou do papel para a realidade. Talvez seja por isso que o Distrito Federal carregue algo diferente: aqui, o futuro parece estar sempre sendo construído. Mas existe um desenho que nenhum arquiteto consegue fazer sozinho. É o desenho feito pelos cidadãos. Quando alguém vota, pode parecer que está apenas apertando alguns botões diante de uma urna. No entanto, aquela escolha pode influenciar decisões relacionadas à educação, à saúde, à mobilidade, à segurança e à preservação do meio ambiente. O voto, portanto, não representa apenas uma escolha para os próximos anos. Ele também é uma maneira de participar da construção do futuro. Porém, votar conscientemente exige mais do que comparecer às urnas. Vivemos em um tempo no qual uma informação pode alcançar milhares de pessoas em poucos minutos. Isso tornou ainda mais importante saber diferenciar informação de opinião, fato de boato. Antes de acreditar em uma publicação ou compartilhá-la, é necessário perguntar: de onde veio essa informação? Quem a publicou? Ela pode ser confirmada? Conhecer as funções de cada cargo, pesquisar propostas e acompanhar a atuação dos representantes são atitudes simples, mas importantes. Afinal, consciência política não deveria existir somente no dia da eleição. Essa responsabilidade ganha ainda mais significado no Distrito Federal. Brasília é conhecida como centro político do país, mas o DF não se resume aos monumentos e aos prédios da região central. Existem diferentes comunidades, necessidades e realidades que precisam ser consideradas quando se pensa no futuro da região. Por isso, a formação de cidadãos conscientes também começa antes da urna. A escola, a família e as instituições podem contribuir para que os jovens entendam seus direitos, seus deveres e a importância de participar da sociedade. Democracia não é apenas votar; é também acompanhar, questionar, dialogar e cobrar. No fim, talvez a pergunta mais importante diante da urna não seja simplesmente “em quem votar?”, mas “que responsabilidade tenho com a escolha que estou fazendo?”. Brasília foi imaginada antes de ser construída. O futuro do Distrito Federal também precisa ser imaginado. A diferença é que, dessa vez, o projeto não está nas mãos de poucos arquitetos. Está nas mãos de todos nós.

3.o lugar - Anna Lia de Lima Cabral "O PAPEL DO VOTO CONSCIENTE NA CONSTRUÇÃO DO FUTURO DO DISTRITO FEDERAL" Quem vive no Distrito Federal sabe que Brasília vai muito além do cartão-postal que aparece nos livros e nas notícias. Existe uma cidade que começa no Plano Piloto, mas se estende por Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Planaltina, Gama, Santa Maria, São Sebastião, Sol Nascente e tantas outras regiões. Cada lugar tem sua própria realidade, suas dificuldades e suas prioridades. Por isso, pensar no futuro do Distrito Federal também significa escolher com atenção quem terá a responsabilidade de cuidar dele. No dia a dia, os problemas deixam de ser apenas números quando enfrentamos horas no trânsito para chegar ao trabalho, quando uma consulta médica demora mais do que deveria, quando faltam oportunidades de emprego perto de casa ou quando uma família ainda enfrenta dificuldades para ter acesso a serviços públicos de qualidade. A própria realidade do DF impõe grandes deslocamentos, em parte pela concentração de atividades econômicas no Plano Piloto, tornando a mobilidade uma questão diretamente ligada à qualidade de vida. É nesse cenário que o voto consciente ganha importância. Escolher um candidato não deveria depender apenas de uma propaganda bem-feita, de uma promessa fácil ou de uma publicação compartilhada nas redes sociais. É preciso conhecer propostas, observar a trajetória dos candidatos, verificar informações e, principalmente, perguntar: quais problemas do Distrito Federal precisam ser enfrentados e quais soluções estão sendo apresentadas para eles? Também é necessário enxergar o DF como um todo. As necessidades de quem mora no Plano Piloto podem ser diferentes das de quem vive em uma região mais distante. Os dados do IPEDF mostram justamente essa diversidade entre as 35 Regiões Administrativas e servem para identificar necessidades específicas de cada território. Um voto consciente, portanto, não olha apenas para aquilo que afeta a própria rua ou o próprio bairro, mas para o impacto das escolhas sobre toda a população. A responsabilidade também não termina diante da urna. Depois das eleições, cabe ao cidadão acompanhar as decisões dos eleitos, cobrar resultados, fiscalizar o uso dos recursos públicos e continuar participando da vida da cidade. Democracia não é apenas escolher representantes de tempos em tempos; é também acompanhar o que eles fazem depois de eleitos. O futuro do Distrito Federal será construído pelas decisões tomadas hoje. E uma dessas decisões acontece no momento em que cada eleitor entra na cabine de votação. Votar conscientemente é reconhecer que, por trás de cada número na urna, existe uma escolha sobre o tipo de DF que queremos construir: um lugar onde as oportunidades e os serviços públicos não dependam do endereço de quem mora ali, mas sejam pensados para atender, de forma responsável, a população de todo o território.

A cerimônia de premiação do Concurso Cultural "Voto Consciente" acontecerá juntamente com o lançamento oficial do livro O DF QUE A GENTE QUER EM 2040, no dia 29 de setembro de 2026, às 19h, no auditório Lindberg Aziz Cury, na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

1. DISPOSIÇÕES GERAIS

1.1. O Concurso Cultural “O DF QUE A GENTE QUER – Voto Consciente 2026” é promovido pelo CODESE-DF – Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal, no âmbito do projeto “O DF QUE A GENTE QUER 2026”.

1.2. O concurso tem caráter exclusivamente cultural e educativo, não estando vinculado a qualquer modalidade de sorteio, pagamento ou aquisição de produto ou serviço, nos termos da legislação brasileira aplicável, especialmente a Lei nº 5.768/1971 e o Decreto nº 70.951/1972.

1.3. A participação é voluntária e gratuita, e implica na aceitação integral deste Regulamento.

2. OBJETIVOS

2.1. O concurso tem como objetivo:

  • Estimular a reflexão crítica sobre o conceito de voto consciente;

  • Promover a participação cidadã e o protagonismo social;

  • Incentivar a produção intelectual e o pensamento coletivo;

  • Ampliar o engajamento da sociedade nas discussões sobre o futuro do Distrito Federal.

3. PÚBLICO PARTICIPANTE

3.1. Poderão participar:

  • Pessoas físicas residentes no Distrito Federal;

  • Com idade igual ou superior a 16 (dezesseis) anos na data da inscrição.

3.2. Menores de 18 anos deverão participar mediante autorização expressa de seus responsáveis legais.

3.3. Estão impedidos de participar:

  • Membros da comissão organizadora e julgadora;

  • Colaboradores diretamente envolvidos na execução do concurso;

  • Parentes de primeiro grau dos envolvidos acima.

4. INSCRIÇÕES

4.1. As inscrições são gratuitas e estarão abertas até 22 de setembro de 2026, exclusivamente por meio do site: www.odfqueagentequer.com.br

4.2. Para participar, o candidato deverá:

  • Preencher o formulário de inscrição completo;

  • Submeter um texto autoral inédito, conforme critérios deste Regulamento;

  • Aceitar os termos legais e de cessão de direitos.

4.3. Cada participante poderá inscrever apenas 01 (um) texto.

4.4. Inscrições incompletas, com dados incorretos ou fora do prazo serão automaticamente desclassificadas.

5. FORMATO DOS TEXTOS

5.1. Os textos deverão:

  • Ser inéditos e de autoria própria;

  • Estar em língua portuguesa;

  • Ter entre 1.500 e 3.000 caracteres com espaços;

  • Abordar o tema:
    “O papel do voto consciente na construção do futuro do Distrito Federal”

5.2. Não serão aceitos:

  • Plágio ou uso de conteúdo de terceiros;

  • Conteúdos ofensivos, discriminatórios, ilegais ou que violem direitos fundamentais;

  • Textos gerados integralmente por inteligência artificial sem intervenção autoral relevante.

6. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

6.1. Os textos serão avaliados por uma Comissão Julgadora independente, composta por especialistas indicados pelo CODESE-DF.

6.2. Critérios de avaliação:

  • Relevância e aderência ao tema (25%)

  • Clareza e coerência argumentativa (25%)

  • Originalidade e criatividade (25%)

  • Qualidade da redação (25%)

6.3. As decisões da Comissão Julgadora são soberanas e irrecorríveis.

7. PREMIAÇÃO

7.1. Serão premiados os 03 (três) melhores textos, conforme classificação final:

  • 1º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais)

  • 2º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais)

  • 3º lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais)

7.2. Os prêmios poderão incluir:

  • Certificados de reconhecimento;

  • Divulgação institucional nos canais oficiais do projeto;

  • Publicação no livro “O DF QUE A GENTE QUER 2026”;

  • Participação em eventos institucionais do CODESE-DF.

7.3. A organização poderá conceder menções honrosas a critério da comissão julgadora.

8. DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS

8.1. O resultado será divulgado no site oficial do projeto dia 30 de setembro de 2026.

8.2. Os vencedores serão comunicados por e-mail e/ou telefone.

9. DIREITOS AUTORAIS E USO DE IMAGEM

9.1. Ao participar, o candidato:

  • Declara ser o autor do texto enviado;

  • Autoriza, de forma gratuita, irrevogável e por prazo indeterminado, o uso do conteúdo pelo CODESE-DF.

9.2. O uso inclui:

  • Publicação em meios digitais e impressos;

  • Inserção em materiais institucionais, campanhas e eventos;

  • Divulgação em redes sociais e imprensa.

9.3. Não será devida qualquer remuneração adicional pelo uso do material.

10. PROTEÇÃO DE DADOS

10.1. Os dados pessoais coletados serão utilizados exclusivamente para fins de:

  • Gestão do concurso;

  • Comunicação com os participantes;

  • Divulgação institucional.

10.2. O tratamento dos dados observará a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018 – LGPD).

11. RESPONSABILIDADES

11.1. O participante é integralmente responsável:

  • Pela veracidade das informações fornecidas;

  • Pelo conteúdo enviado;

  • Por eventuais violações de direitos de terceiros.

11.2. O CODESE-DF não se responsabiliza por:

  • Problemas técnicos que impeçam a inscrição;

  • Falhas de conexão ou envio.

12. DISPOSIÇÕES FINAIS

12.1. O CODESE-DF poderá:

  • Alterar datas e condições do concurso mediante comunicação prévia;

  • Cancelar o concurso por motivo de força maior.

12.2. Casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

12.3. Fica eleito o foro da Comarca de Brasília/DF para dirimir quaisquer controvérsias.

13. ACEITE

A participação neste concurso implica na aceitação total e irrestrita de todos os termos deste Regulamento.

14. CONTATO

Dúvidas poderão ser encaminhadas para:

odfqueagentequer@gmail.com

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Inscrições encerradas.

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